karma police

24/07/2010

Tudo estava devagar.

A luz do semáforo desenhava em linhas o que estava fora do lugar.

A estrada era a única contínua, mas confundida pela neblina.

A janela 1/4 aberta aliviava a dor na testa.

Não era só o rádio fora de sintonia.

O pára-brisa era o único ritmo constante, uma canção de ninar.

As mãos escorregam do volante.

E um minuto foi o ponto de fuga.

Foi só um intervalo em olhos fechados.

O céu sem estrelas foi contra as luzes barulhentas.




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