O bilhete que ficou no bolso. O maltido sinaleiro, que hesita no amarelo para chegar ao vermelho. Uma ligação por engano.  Uma surpresa. O acidente de uma pessoa desastrada. Uma previsão do tempo errada. O fio que arrebentou, o laço. A decisão imediata. O erro do ensaio. A mentira revelada. A promessa quebrada. Um momento de epifania, ou uma tarde cheia delas. O grafite que acabou, o nanquim. A queda da memória.

O relógio que não despertou.

Um sonho.

E um monte de coincidências.

Não chame isso de destino.

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